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Uma revista me pediu para falar sobre estresse.

  • Foto do escritor: Marília Thomazin
    Marília Thomazin
  • 9 de mar. de 2019
  • 2 min de leitura

Prevenir o estresse para não precisar tratar a doença

Quantas pessoas você conhece que já reclamaram por estarem se sentindo estressadas? Doenças são desequilíbrios do nosso sistema físico e também psíquico, já que somos totalmente integrados. O estresse é, basicamente, uma reação de alerta de todo o nosso organismo, com componentes físicos e comportamentais, diante de uma situação desafiadora. Sua função é nos adaptar a um mundo cada vez mais solicitante e dinâmico.

Essa reação passa por três fases principais, e seu início é bastante positivo, pois nos prepara para o enfrentamento de qualquer situação. A evolução das fases do estresse até o estágio de exaustão e a falha em parar o desenvolvimento desse processo são geralmente o momento em que as pessoas procuram médicos e psicólogos, com queixas físicas e emocionais. Conhecer o estresse e entender seus riscos ajudam na identificação do seu início e no pedido de ajuda para lidar com ele, evitando que se chegue à cronificação ou à doença.

Algumas das manifestações físicas do estresse são mais conhecidas, sabe-se que ele atua como fator desencadeante de doenças cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, musculares, dermatológicas e imunológicas. Menos conhecidas e valorizadas são as consequências psicológicas do estresse excessivo, tais como ansiedade, insônia, episódios de pânico e depressão.

Pode-se dizer que o estresse é uma reação normal e esperada para uma situação perturbadora, mas a exacerbação desse processo e a falta de atenção à sua evolução podem levar ao desenvolvimento de transtornos psicológicos graves e impactos profundos, com grandes prejuízos na vida pessoal e profissional.

A pessoa que esteja vivendo em estado de alerta constante por dificuldades no trabalho, por uma doença de alguém querido, porque está desempregado ou até porque vive em uma casa com problemas estruturais ou barulho constantes, provavelmente irá desenvolver algum nível de estresse. Mas se esses problemas persistirem e ela não encontrar formas mais estruturadas de lidar com eles, irá se ver emocionalmente esgotada em um prazo curto. Daí para crises de ansiedade, pânico ou depressão não será preciso muito mais.

Com o aumento das demandas de trabalho, as crises financeira e social, a consequente falta de tempo e a sensação de insegurança nos grandes centros, nosso desafio é cada vez mais amplo na promoção de qualidade de vida e prevenção de problemas emocionais.

Boa alimentação, tempo de lazer, suporte de redes de afeto, exercícios físicos, práticas de meditação, relaxamento e psicoterapia são pontos importantes para uma vida saudável – e, quando se trata de estresse, são fundamentais.

Todos nós carregamos como potencial a capacidade de prevenir, superar ou minimizar os efeitos danosos de uma adversidade; a isso chamamos resiliência. O trabalho do psicólogo é promover de forma criativa a maximização desse potencial em todos os indivíduos que estejam em risco e tratar quem chegou ao esgotamento de seus recursos. O objetivo da psicoterapia é provocar mais consciência de si e dos limites de cada um, pois quanto mais nos compreendemos, mais capazes nos tornamos de criar novos recursos para enfrentar as dificuldades e viver com mais presença, alegria e prazer.


 
 
 

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